Freixo de Espada à Cinta

Abílio Manuel Guerra Junqueiro

Guerra Junqueiro

Obra.

Guerra Junqueiro teve um papel extremamente importante no cenário cultural de Portugal. Foi classificado o “Victor Hugo português” devido à sua importância e foi considerado, por muitos, o maior poeta social português do século XIX. Recebeu o reconhecimento de escritores contemporâneos importantes, como Eça de Queirós, que o considerou “o grande poeta da Península”, como Sampaio Bruno, que viu nele o maior poeta da contemporaneidade, e como Teixeira de Pascoais, que o classificou “um poeta genial”. Fernando Pessoa também manifestou a sua admiração por Guerra Junqueiro, classificando Pátria uma obra “superior aos Lusíadas”. Da mesma forma, Miguel de Unamuno, escritor espanhol, também considerou-o “um dos maiores poetas do mundo”.

Nascimento

Abílio Manuel Guerra Junqueiro nasceu em Freixo de Espada à Cinta a 17 de setembro de 1850.

17 de setembro de 1850

Publicação do opúsculo "O Aristarco Português" e a obra "Baptismo de Amor"

Durante o curso de Direito, começou a manifestar notável talento poético, sendo considerado um dos nomes mais promissores da nova geração de poetas portugueses da época. Em 1868, publicou o opúsculo "O Aristarco Português" e a obra "Baptismo de Amor".

1868

Conclusão dos estudos

Fez os estudos os preparatórios no Liceu de Bragança e frequentou o curso de Teologia da Universidade de Coimbra durante dois anos. Compreendendo que não tinha vocação para a vida religiosa, transferiu-se para o curso de Direito daquela universidade, concluindo-o em 1873.

1873

Publicação da obra "A Morte de D. João"

Em 1874, publicou A Morte de D. João, obra que obteve um enorme sucesso, recebendo apreciações críticas de escritores de grande renome como Camilo Castelo Branco e Joaquim Pedro de Oliveira Martins.

1874

Publicação da obra "A musa em Férias"

Publicou, em 1879, a obra A musa em Férias, que reúne grande parte das suas poesias.

1879

Ministro Plenipotenciário da República Portuguesa na Suíçae Title

Obteve reconhecimento dos seus serviços em prol do ideal Republicano, sendo nomeado Ministro Plenipotenciário da República Portuguesa na Suíça, função que ocupou até 1914.

Até 1914

Morte

Faleceu em Lisboa a 7 de julho de 1923.

7 de julho de 1923

No meio duma feira, uns poucos de palhaços
Andavam a mostrar, em cima dum jumento
Um aborto infeliz, sem mãos, sem pés, sem braços,
Aborto que Ihes dava um grande rendimento.


Os magros histriões, hipocritas, devassos,
Exploravam assim a flor do sentimento,
E o monstro arregalava os grandes olhos baços,
Uns olhos sem calor e sem entendimento.


E toda a gente deu esmola aos tais ciganos:
Deram esmola até mendigos quase nus.
E eu, ao ver este quadro, apóstolos romanos,
Eu lembrei-me de vós, funâmbulos da Cruz,
Que andais pelo universo há mil e tantos anos,
Exibindo, explorando o corpo de Jesus.

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