Abílio Manuel Guerra Junqueiro

Freixo de Espada à Cinta

Um património a descobrir

IGREJA MATRIZ DE

FREIXO DE ESPADA À CINTA

“Igreja quinhentista de planta retangular com três naves, capela-mor, absidíolos e sacristia. No alçado principal regista-se um portal manuelino, de arco abatido ladeado por pilastras e decoração relevada. A espacialidade interior é de tipo igreja-salão, com notável abóbada de pedraria. Possui preciosos retábulos de talha barroca e, na capela-mor, dezasseis painéis quinhentistas atribuídos à escola de Grão Vasco. Uma das três igrejas manuelinas com abobadamento das naves à mesma altura, a Igreja de Matriz de Freixo de Espada-à-Cinta é uma igreja-salão mandada edificar por D. Manuel no local de um antigo templo gótico, inicialmente construído no reinado de D. Sancho II.A campanha do século XVI haveria de se arrastar por muito mais tempo, praticamente um século, e as obras encerraram definitivamente depois da restauração da independência, já em pleno reinado de D. João IV. O exterior apresenta uma feição bastante austera e compacta, denunciando o abobadamento interior à mesma altura, e as necessidades estruturais de base a essa solução. O portal principal, ladeado por dois grandes contrafortes, é de arco abatido e sobrepujado por uma composição decorativa manuelina que termina em dois óculos, sendo estes os únicos elementos que suavizam toda a austeridade estrutural que caracteriza o monumento. Ao longo do tempo a igreja foi sucessivamente enriquecida, e ainda que em nenhum momento se tenha secundarizado o carácter manuelino de todo o conjunto, são várias as obras modernas que ainda se podem contemplar no interior da igreja. Na capela-mor, inseridas num amplo painel de talha dourada barroca, subsistem tábuas do retábulo-mor original, da autoria de Grão Vasco e datável da década de 20 do século XVI. Esta campanha barroca do reinado de D. João V privilegiou essencialmente a renovação do retábulo-mor, em talha barroca estilo nacional, a construção do coro e a remodelação da sacristia, mantendo os elementos essenciais manuelinos que chegaram praticamente íntegros até aos nossos dias.”

Habitantes

3215

Freguesias

4

FEC

Área

 244

Foral

1152

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